Redes sociais ampliam acesso à informação, mas credibilidade do jornalismo segue como diferencial para marcas

Rede Sociais

As redes sociais se consolidaram como uma das principais portas de entrada para o consumo de notícias no mundo, mas a credibilidade do jornalismo profissional continua sendo um ativo relevante em um cenário marcado pela desinformação, pela inteligência artificial e pela multiplicação de fontes de conteúdo. É o que aponta a edição 2026 do Digital News Report, produzido pelo Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo, com base em pesquisas realizadas em 48 mercados.

Segundo o levantamento, 54% dos entrevistados utilizam as mídias sociais para acessar informações, mas apenas 22% afirmam confiar nas notícias encontradas nessas plataformas. O dado evidencia um dos principais desafios da comunicação contemporânea, pois embora as redes tenham ampliado o alcance e a velocidade da informação, a confiança ainda está associada, em grande medida, à atuação de veículos jornalísticos e profissionais especializados. Para as marcas, o cenário reforça a importância de uma estratégia de comunicação que vá além da presença nas redes sociais.

“Ao contrário do que se possa imaginar, o crescimento das redes sociais não substitui a credibilidade construída pelos veículos de imprensa. Pelo contrário, em um ambiente de excesso de informação e desinformação, estar presente de forma proativa, positiva e estratégica na imprensa ajuda as marcas a fortalecerem sua reputação, ampliar sua autoridade e construir confiança com seus públicos”, afirma Vinícius Spindler, diretor da Spindler Comunicação.

O levantamento também aponta que a inteligência artificial começa a ganhar espaço no acesso às notícias, mas ainda enfrenta resistência. Cerca de 10% do público global já utiliza chatbots para buscar informações, porém somente 20% demonstram confiança nas respostas geradas por essas ferramentas.

No Brasil, a credibilidade dos veículos de imprensa permanece acima da média geral de confiança nas notícias. Entre os principais meios de comunicação avaliados pela pesquisa, os índices de confiança variam entre 53% e 62%. O resultado indica que, apesar da queda na confiança geral, o jornalismo profissional ainda exerce um papel relevante na formação da opinião pública e na validação das informações.

Considerando todas as fontes de informação, a confiança global nas notícias chegou a 37% em 2026, o menor patamar desde o início da série histórica, em 2015. No Brasil, o índice caiu seis pontos percentuais em um ano e atingiu 36%, também o menor nível registrado em 12 anos. O País ainda apresenta um elevado índice de evasão de notícias: 47% dos brasileiros afirmam evitar o noticiário às vezes ou frequentemente.

A mudança no comportamento de consumo de informação é ainda mais evidente entre os jovens. Entre os entrevistados de 18 a 24 anos, 56% afirmam nunca ter lido jornais regularmente. Para os autores do relatório, o jornalismo enfrenta o desafio de preservar sua relevância e credibilidade em um ecossistema cada vez mais influenciado por redes sociais, criadores de conteúdo e ferramentas de inteligência artificial.

Neste contexto, a comunicação estratégica ganha importância para empresas e organizações que buscam construir reputação de longo prazo. A presença nas redes sociais permanece fundamental para relacionamento e diálogo direto com os públicos, enquanto a inserção qualificada nos veículos de imprensa contribui para ampliar a visibilidade e conferir legitimidade às mensagens institucionais.

Para a Spindler Comunicação, a combinação entre relacionamento com a imprensa, produção de conteúdo relevante e atuação estratégica nas plataformas digitais é essencial para que marcas ocupem espaços de forma consistente e positiva no ambiente público.

Se quiser, posso também transformar essa nota em uma versão mais comercial e voltada à captação de clientes para a Spindler, destacando diretamente a importância da assessoria de imprensa como serviço estratégico.

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